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Quem precisa usar suplementos vitamínicos?




Todo mundo sabe que vitaminas e minerais, presentes nos alimentos do dia-a-dia, são essenciais para o corpo humano. Mas há quem acredite que uma 'dose extra' desses nutrientes, em forma de pílulas, pode ajudar a saúde. É preciso ter cuidado...

Uma dieta variada, normalmente, é suficiente para suprir as necessidades diárias de vitaminas e minerais do organismo, porque esses micronutrientes são encontrados em pequenas quantidades em alimentos naturais. Muitos são vitais para o funcionamento do corpo e precisam ser ingeridos em doses altas, como cálcio, potássio e ferro. Outros, como zinco, selênio e cobre, são exigidos em porções menores. O problema é que muita gente acredita que um reforço vitamínico 'não faz mal a ninguém'. Não é bem assim... Essas pílulas só devem ser tomadas a partir de uma indicação médica e em quantidades adequadas. Doses exageradas podem causar danos sérios, como sangramentos e distúrbios neurológicos.

Da vitamina A ao zinco, nacionais e importados, suplementos com vitaminas e minerais fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas em todo o planeta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos um terço da população global toma esses complexos diariamente. Só nos Estados Unidos existem 29 mil marcas à venda. Lá, como no Brasil, porém, pouco se sabe sobre o funcionamento ou a necessidade desses micronutrientes.

"Chamam-se assim exatamente porque são essenciais em quantidades muito pequenas", explica Carlos Werustky, médico nutrólogo e professor de pós-graduação em Nutrologia da Universidade de São Paulo (USP).

Importantes descobertas sobre as propriedades dessas substâncias acontecem a todo momento. E isso acaba reforçando a idéia de que as 'doses extras' são imprescindíveis à vida.

VEJA SE VOCÊ ESTÁ NA LISTA

Os médicos costumam recomendar suplementos em alguns casos:

  • Mulheres que planejam engravidar, gestantes, pessoas que tomam uma ou duas doses diárias de bebida alcoólica e ainda quem não ingere quantidade suficiente de frutas e vegetais.
  • Idosos, por causa da dificuldade orgânica de absorver vitamina B12 e da tendência à deficiência em vitamina D.
  • Vegetarianos, pela carência de vitamina B12 em suas dietas e pelo risco de apresentarem deficiência de riboflavina, cálcio, ferro e dos aminoácidos essenciais lisina e metionina no organismo.
  • Quem segue dietas com cardápios abaixo das 1.200 calorias por dia ou que são nutricionalmente desequilibrados.
  • Pacientes que se recuperam de cirurgias ou de doenças graves, por terem seus regimes normais prejudicados durante essa fase.
  • Crianças com hábitos alimentares ruins e as que fazem dieta para emagrecer.
  • Atletas, quando a carga de exercícios excede o que se ingere em alimentos.

Estudos comprovam os benefícios

Uma das últimas novidades é sobre o folato, ou ácido fólico, a vitamina B9. Foi provado que ele ajuda a prevenir a ocorrência de defeitos no tubo neural dos embriões (estrutura responsável pela formação da medula espinhal e do cérebro do bebê). Outro teste recente descobriu que, combinado com vitamina B12 e uma forma de B6, também diminui o risco de novo bloqueio das coronárias após angioplastia (procedimento que desobstrui os vasos do coração sem cirurgia).

Segundo os médicos Walter Willet e Meir J. Stampfer, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, há mesmo evidências de que ingerir ácido fólico, vitaminas B6, B12 e D pode beneficiar as pessoas. Eles comandaram um estudo avaliando os prós e contras do uso de suplementos vitamínicos para prevenir doenças, publicado no jornal inglês New England Journal of Medicine, e encontraram mais benefícios que problemas. Os especialistas, no entanto, fazem questão de frisar: tomar vitaminas não substitui uma dieta saudável. Isso porque a comida contém outros nutrientes essenciais, como fibras e ácidos graxos. E os suplementos não compensam ou eliminam os riscos associados ao tabagismo, à obesidade e ao sedentarismo.

Vitaminas para grávidas

"A mulher precisa se programar para 'embarcar' em uma gravidez", garante o obstetra Sergio Peixoto (SP), professor titular de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC. "Muitos sistemas do organismo são sobrecarregados desde o começo da gestação, o que mostra a vantagem de planejar", afirma. Nesse plano entra uma avaliação nutricional de ácido fólico, a vitamina B9, essencial para evitar defeitos congênitos e má-formação neurológica do bebê. "Mulheres grávidas precisam de maiores quantidades desse nutriente porque ele fornece radicais para a síntese do DNA e para a divisão celular", acrescenta Peixoto.

Essa necessidade é maior nas primeiras semanas, antes mesmo de o teste de gravidez dar positivo. Por isso a suplementação seria necessária para a mulher que tem vida sexual e pode engravidar a qualquer momento. Mas qual a quantidade exigida? Isso é polêmico. Sabe-se que a base é 0,4 a 0,8 mg por dia, associado a outras vitaminas, como complexo B e vitamina C. Tomado sozinho o ácido fólico não tem o mesmo efeito. "A alimentação equilibrada e a ingestão de complexos vitamínicos minimizam os riscos de más-formações do feto. Doses diárias dos suplementos também estão relacionadas à redução de náuseas e vômitos na gestação", diz Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fique de olho na dosagem

É preciso ter muito cuidado com as vitaminas. As lipossolúveis (solúveis em gordura) - A, D, E, K - se depositam no organismo, ao contrário das solúveis em água - como as do complexo B e C - que são eliminadas na urina. Mas doses altas dos dois tipos são capazes de intoxicar e os sintomas são muito parecidos com os da deficiência desses micronutrientes. "Um estudo clínico apontou maior prevalência de câncer de pulmão em fumantes que utilizavam suplementos de betacaroteno, um precursor da vitamina A", alerta Elisabete Almeida (SP), editora médica com especialização na Universidade de Harvard. Outra pesquisa demonstrou que a vitamina E provoca sangramentos, principalmente em pacientes que utilizam anticoagulantes. "Embora em dosagens baixas seja um poderoso antioxidante, em excesso causa danos oxidativos, como o entupimento das artérias, e derrota antioxidantes naturais do corpo", acrescenta a médica.

O consumo exagerado de vitamina A pode aumentar o risco de más-formações em bebês e de fraturas nos ossos do quadril. Já o da popular vitamina C leva a diarréias, alterações na menstruação e pedras nos rins.

Antes de buscar 'milagres em forma de pílulas', converse com seu médico e ouça com atenção suas recomendações. Só mesmo um profissional poderá, se for o caso, indicar o melhor suplemento.

INGESTÃO DIÁRIA RECOMENDADA

No Brasil, a quantidade ideal de vitaminas e minerais é baseada nas normas estabelecidas nos Estados Unidos e Canadá. Veja as dosagens médias recomendadas para adultos:

VITAMINAS

DOSE INDICADA

A

0,7 mg M e 0,9 mg H

B1

1 mg (mães que amamentam, 3 mg)

B2

1 mg

B3

15 mg

B5

5 mg

B6

1,3 mg

B9

0,4 mg

B12

2,4 mg

C

75 mg M e 90 mg H

D

0,1 mg

E

15 mg

K

0,9 mg M e 0,12 mg H

H

0,25 mg M e 0,3 mg H

MINERAIS

Cobre

900 mg

Sódio

500 mg

Potássio

2.000 mg

Cálcio

1.300 mg M e 1.000 mg H

Ferro

18 mg M e 8 mg H

Fósforo

700 mg

Cloro

750 mg

Magnésio

320 mg M E e 420 mg H

Manganês

1,8 mg Me 2,3 mg H

Molibdênio

0,45 mg

Selênio

0,55 mg

Zinco

8 mg M e 11 mg H

M = mulher / H = homem
FONTE: DIETARY REFERENCE INTAKES TABLE, FOOD AND NUTRITION BOARD, NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES, 2002


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